Músicas maravilhosas que descobri no trabalho

Não sei se vocês concordam, mas uma boa playlist ajuda na realizações de atividades diárias. Seja na academia, na faxina de casa, indo pro trabalho, ou até NO trabalho! Eu tenho a sorte de trabalhar em uma loja onde a gente escuta de Jack Johson a Queen. E é uma maravilha quando você tá atendendo um cliente e do nada aquela música que você tanto gosta começa a tocar. Outro dia eles incluíram City of Stars da trilha sonora de La La Land, um amorzinho de música.

Além das mais conhecidas também têm aquelas que eu considero “Descobertas Musicais”. Nesse post vou compartilhar com vocês as minhas preferidas!

1. This Feeling – Alabama Shakes

Sabe aquela música relaxante que dá vontade de fechar os olhos e imaginar paisagens lindas e coisas boas? Essa é minha definição pra esse hino maravilhoso. A banda tá na ativa desde 2009 e como o nome já diz eles são de Alabama, nos Estados Unidos. A voz da cantora, Brittany Howard, é simplesmente maravilhosa! Além disso, a letra da música é super linda, e tem trechos fofos como esse: “See, I’ve been having me a real god time
And it feels so nice to know I’m gonna be alright”. Porque no final fica tudo fica bem! Clica aqui pra conferir a música, vale a pena!

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2. Undo Ordinary – River Matthews

Essa é uma baladinha romântica que também é uma delícia de escutar. O cantor é inglês e não é tão famoso assim, ou pelo menos não ainda. Mas achei a música muito incrível, melodia e letra. Encontrei outras músicas dele no Spotify que são muito boas! O estilo dele é meio folk, meio indie, se você gosta desses gêneros vai gostar desse cara! Confere o lado romântico dele aqui oh.

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3. All I Want Is You – Jason Shannon

Essefoi o artista mais “underground” dessa lista. Underground no sentido de ter menos conteúdo e informações online. Pelo que achei ele é de Minneapolis, cidade nos Estados Unidos. A música é mais agitada do que as outras dessa lista. A voz é mais uma vez o elemento que mais me chamou atenção. Ela me soava familiar, mas nunca conseguia decifrar de quem era. Me surpreendi quando descobri que era uum artista que ainda não conhecia. Ele tem algumas músicas no Spotify pra quem quiser conferir!

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E pra finalizar eu só queria deixar registrado todo meu amor pelo aplicativo Shazam, porque foi por causa dele que finalmente encontrei essas músicas. Espero que vocês tenham gostado da lista! E que venham mais descobertas músicas!

A independência da criança canadense

Eu trabalho em uma loja que tem uma área destinada as crianças e aos pais. Sempre que estou nessa parte da loja observo muito o comportamento dos pequenos canadenses. Além de muito fofos (não aguento as botinhas, casacos e luvinhas dessa época do ano) percebo que eles são educados para terem uma independência maior.

Muitos chegam na loja andando livremente. Não tem muito isso de andar de mãos dadas com os pais. Se a criança for um pouco mais velha já vi casos em que a mãe ou o pai permitem que ela fique nessa área da loja enquanto eles dão uma volta pela parte dos adultos. Ficou um pouco impressionada com essa liberdade toda! Lembro que quando era criança minha mãe não largava minha mão por nada nesse mundo.

Outra coisa fofa é a interação com os funcionários da loja. Eles chegam no caixa e perguntam o preço das coisas, se podem fazer pedidos no site e terem o produto enviado pra loja, perguntam o quanto ainda têm no gift card e por aí vai!

A interação entre irmãos é muito fofa também. Outro dia vi uma irmãzinha empurrando o carrinho de bebê do irmão e quase fui lá evitar um possível tombo hahaha Ela tava no modo 100% velozes e furiosos. Também é comum ver irmãos conversando sobre dinheiro e o quanto eles ainda têm na carteira. Sim, a maioria das crianças que aparecem na loja tem uma carteira. Os pais tentam sempre incluí-los na hora de pagar, ensinando como usar o cartão, como conferir o troco e como interagir com os vendedores. Toda vez que eles vão embora sem dizer obrigada o pai ou a mãe logo falam “Não tá esquecendo de nada? Diga obrigada para a moça!”.

No geral, percebo que a educação do povo daqui vem desde o berço mesmo. Claro que nem todo mundo é um poço de simpatia ou educação, mas a maioria das crianças são sim muito independentes e educadas.

 

Não. Eles não fazem ideia.

Em 2015 quando tive que dar “até logo” pra minha vida no Canadá e para o meu então namorado eu chorei. Chorei muito. Mas não porque ia ter que ficar longe, mas por saber que nunca estaria completa novamente. Lembro demais que em meio ao meu choro ele me falava, “Vai ficar tudo bem, Luana! O Tempo vai passar rápido”. E foi aí que eu precisei respirar fundo e explicar qual era o real motivo da minha tristeza: a sensação de que eu nunca estaria com todas as pessoas que eu amo ao meu lado.

Essa sensação ainda me persegue um pouco. Mas entendi que eu não tinha saída. Se eu ficasse no Brasil sentiria falta dele e do Canadá. Na expectativa de criar minha própria família no futuro decidi apostar no meu relacionamento e na minha vida aqui. Foi fácil tomar essa decisão? Não. Na verdade é uma decisão diária. É acordar e se sentir em paz mesmo estando longe de tudo aquilo que significa “lar” pra você. É tentar se encaixar numa cultura que não é a sua, mas vai passar a ser. É descobri seu lugar favorito na cidade nova. É provar novos sabores e culinária. É não entender a piada porque ela simplesmente não remete as referências que você tem. É sentir um calorzinho no coração ao escutar sua língua nativa na rua. É se sentir meio lá e meio cá. É constuir uma nova identidade. É recomeçar. Renascer.

A escritora Canadense Rupi Kaur definiu todo esse sentimento no poema chamado “first generation immigrant”. Ela nasceu na Índia e veio morar no Canadá ainda criança. Olhando as fotos dela eu me pego imaginando um futuro em que um dia eu terei uma filha que terá o mesmo orgulho das suas origens quanto ela parece ter. Uma filha que vai gostar de açaí e de panqueca com maple syrup.

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Por enquanto continuo na jornada de reencontrar meu espaço no mundo.

Como consegui 113/120 no TOEFL.

Desde criança sempre fui muito exposta ao inglês. Minhas irmãs mais velhas costumavam assitir várias séries americanas. The O.C, Felicity, Buffy, Friends e Angel são algumas que me lembro bem. Eu odiava porque não conseguia acompanhar a legenda! Mas acho que esse primeiro contato com a língua foi essencial pra mim.

Além das séries eu também sempre escutei músicas em inglês. Desde novinha eu era viciada no TVz do Multishow. Também assistia TV União direto (quem é de Fortaleza sabe o que eu tó falando). Além disso, eu adorava ir no Vagalume ver as letras das músicas.

Quando eu tinha uns 12 anos minha mãe me colocou no meu primeiro curso de inglês. Até hoje me lembro da primeira lição: “Good morning, Magic Eyes. How are you?”. A escola que eu comecei foi o CCAA. Faço propaganda de graça pra eles porque eu amei aprender inglês lá! Até cheguei a mudar de curso, mas acabei voltando!

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Em 2013 surgiu a oportunidade de estudar fora e meu inglês tava parado. Foi aí que resolvi retomar minhas aulas no CCAA. Fiz o TOEFL pela primeira vez no mesmo ano. Não fiz curso preparatório e nem me dediquei muito nos estudos, na verdade nem sabia como estudar. Tirei 74, o que foi suficiente pra vir pro Canadá, porém tive que fazer um semestre de curso de inglês antes das aulas na faculdade.

O curso no Canadá foi maravilhoso. Totalmente voltado para o mundo acadêmico. Aprendi muuuuuuuuita coisa em quatro meses. Depois do curso tive as disciplinas e o estágio. Meu inglês avançou de uma forma muito rápida.

Em 2016 voltei para o Brasil e percebi que o inglês é quase obrigatório para a leitura de artigos científicos. Comecei a dar aula particular e me ajudou muito a manter a prática, principalmente do speaking.

Em 2018 voltei pro Canadá de vez e tive que preencher formulários de imigração, ligar pro Governo, escrever currículo e etc. Eu poderia dar os créditos disso tudo só pra mim, mas tive a ajuda do meu English Buddy: meu marido. Ele sempre foi muito paciente, sempre corrigiu minha escrita e pronúncia com muito amor. Serei eternamente grata por isso.

No dia 15 de Dezembro de 2018 fiz o TOEFL pela segunda vez. Dez dias depois recebi o resultado. 113 pontos de 130. Nem acreditei quando vi! Mas parei pra pensar e fazia sentindo! Minha bagagem de inglês era outra, totalmente diferente daquela de 2013. Minha dedicação também! Tive duas semanas pra estudar e me dediquei muito!

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Vou deixar aqui embaixo uma listinha rápida do meu plano de estudo.

1. Comecei do começo

A prova do TOEFL começa pelo READING, que foi minha nota mais baixa na primeira vez que fiz a prova. Dessa vez decidi começar a estudar seguindo a ordem do teste. Comecei fazendo os simulados que o próprio site do ets disponibiliza. Depois que fiquei satisfeita com meu desempenho na parte do reading fui para a próxima parte, o listening. E assim por diante.

2. Usei muito o YouTube

Para estudar listening e speaking usei muito esse canal no youtube. Assisti tantos vídeos que dois temas que eu tinha escutado nos simulados desse canal estavam na minha prova! Fiquei muito feliz porque os temas já eram conhecidos pra mim. Também usei os vídeos pra treinar o speaking. É meio estranho porque não tem como saber seu desempenho, mas é essencial praticar por conta do tempo.

3. Aprendi a usar templates  

Conversei com uma amiga que tinha feito o TOEFL recentemente e ela me falou sobre o tal dos templates. Que nada mais são do que exemplos de como responder as perguntas no speaking e writing. Eles foram fundamentais pra que eu conseguisse desenvolver minhas respostas. Todos os que eu usei sairam dos vídeos desse canal aqui. No começo fiquei um pouco desconfiada em usar, mas fiz umas pequenas adaptações que me deixaram mais confortável. No fim, consegui achar uma forma de mesclar o meu inglês e as expressões de transição que ele ensina nos vídeos.

4. Treinei meu psicológico

Muita calma, calma, calma. As vezes eu travava respondendo uma pergunta e me perdia toda. Meu marido via e me falava, “Fica calma, é normal, você precisa continuar mesmo se falar algo errado.” E assim eu fiz, comecei a me testar como se fosse no dia da prova. As vezes parecia que não ia dar tempo de terminar de responder as perguntas, mas eu respirava fundo e seguia.

Acho que é isso. Eu poderia passar um tempão dando dicas e falando sobre a prova, mas acho que o post já tá grande demais hahaha

Qualquer dúvida pode me perguntar aqui! 🙂

 

 

 

A polêmica “Baby It’s Cold Outside”

Recentemente algumas rádios aqui do Canadá resolveram banir uma das músicas mais tradicionais de Natal. O motivo da decisão foi o fato da letra conter trechos que podem ser interpretados como um episódio de assédio sexual. Leia mais sobre aqui.

Acredito que o caso chamou atenção justament por ser um tipo de música que não deveria conter duplo sentidos. Sabemos que o rap Norte Americano e o funk Brasileiro são bem explícitos em relação a suas letras. Escuto os dois gêneros, mas acho sim que algumas letras não só poderiam, como deveriam ser questionadas. E é aí que tá a diferença.

Percebo que aqui as coisas são mais questionadas. Mesmo tendo muita gente que vai achar “bobagem”, “falta do que fazer”, “mimimi”. A proibição dessa música nas rádios só me mostrou que eles querem deixar cada vez mais claro que a tal da cultura do estupro não tem lugar por aqui. Na verdade não deveria ter lugar em cultura nenhuma. Um dia chegaremos lá!

 

 

 

O dia que eu perdi um pedaço da língua

Título assustador né?! Mas calma, deu tudo certo!

Tudo aconteceu em Janeiro de 2015, na semana mais fria do ano. As pessoas comentam que aqui no Canadá é assim, o começo do inverno é tudo lindo, clima de natal, ano novo, tudo maravilhoso! Mas é só virar o ano que o inverno chega na sua segunda fase, a fase do: “Tá bom frio, JÁ DEU!”. E foi justamente nessa fase que o a minha inocência de menina brasileira me custou um pedaço da língua hahaha!

Lá estava eu, chegando em casa depois da aula, toda empacotada! Tão empacotada que a luva não deixou eu abrir a porta de casa. Parecia que a chave não tava encaixando direito, e aí meus amigos, sem pensar duas vezes eu tomei a terrível decisão de colocar o chaveiro na boca pra tirar a luva…

*1 minuto de silêncio pra esse momento único na minha vida*

Sim, meus queridos, o chaveiro grudou na minha língua. E o pior de tudo foi a minha reação. Eu puxei o maldito com tudo, e como vocês podem imaginar o gosto de sangue tomou conta da minha boca.

 

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Um dia contando essa história para meus sogros eles me mostraram o vídeo de uma cena parecida com essa situação que vivi de um filme chamado “A Christmas Story”. E claro, eles riram bastante e me alertaram pra que eu nunca mais faça isso! Bom, acho que nem preciso desse alerta, aprendi a lição!

Sobre mim.

Sabe aquelas pessoas que amam fazer lista? Essa sou eu. Até os votos do meu casamento eu escrevi em formato de lista! Então nada melhor do que começar os trabalhos por aqui com uma listinha sobre a minha pessoa. Lá vai ela:

 

1. Sou ariana, mas isso não significa nada porque não tenho nada parecido com meu signo.

2. Dentro de mim mora uma velha de 70 anos que adora comer (especialmente doces), ver filme, escutar música e dormir 

3. Odeio brigas e conflitos, acho que a única coisa que me deixa desconfortável é preconceito, qualquer que seja ele.

4. Demorei muito a entender e admitir minha negritude, mas agora me dou super bem com ela, e admito que as palavras “mulata” e “morena” são meio chatas de escutar hoje em dia.

5. Tenho muitos sobrinhos e afilhados, e os amo demais! Assim como toda a minha família! 

6. Fiz intercâmbio no Canadá durante 1 ano e 4 meses, lá em 2014. Jurei de pé junto que não ia me apegar a ninguém, mas a vida foi lá e me mostrou quem manda no negócio! Depois de três anos casei com o Canadense mais Brasileiro de todos.

7. Minha religião é o amor 

8. Não sou muito boa em manter contato, mas tenho pessoas queridas espalhadas por esse mundão!

9. Me tornei vegetariana em 2016, até agora tá sendo uma experiência muito louca. Algo entre: “Experimento social”, “Nutrição para iniciantes” e “Conhecendo seu corpo I”.

10. Quando criança eu achava que se um casal se beijasse pelado a moça engravidaria. Doce infância!

11. Digo pra todo mundo que ao invés de ter filhos eu vou criar peixes, mas isso é mentira! Eu amo crianças, não posso negar…

12. Acho que se todos aderissem à filosofia “mind your own business” (no bom português: “cuide da sua vida e não da dos outros”) o mundo seria bem melhor!

13. Sou careta. Não bebo, não fumo, não uso drogas. Mas juro que só nisso, no resto eu sou de boas hahaha

14. Sou lerda.

15. Minhas frases preferidas são: “Vai dar tudo certo, depois que der tudo errado.”, “Pra que pressa, se o futuro é a morte” (minha Mãe odeia essa HAHAHA) e “Use as coisas e ame as pessoas”.

16. Adoro encher o saco das pessoas, se me der intimidade e eu gostar muito de você, eu com certeza vou encher seu saco.

17. Sou meio fechada emocionalmente. E pensava em ser psicóloga porque gosto muito de ouvir ao invés de falar.

18. Não sou muito vaidosa, e geralmente prefiro conforto do que beleza.

19. Desde 2002 acompanho política, direta ou indiretamente. Lembro que com 8 anos eu colava adesivos do Lula nos carros! hahaha

20. Também sou conhecida como: Tia Nana, Bossy Baby, Pentelha, Felícia, Imunda, Lulu e Luti.

Essa lista representa 1% de quem eu sou, mas acho que é um bom começo! E vocês, também adoram uma lista? Se identificaram com algum item da minha?

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